O papel da mulher como mãe

O papel da mulher como mãe

Durante a história da humanidade, ocorreram várias mudanças na dinâmica das relações culturais, econômicas, sociais e culturais. Entre estas modificações, está a mudança nas relações familiares, principalmente no que diz respeito ao papel da mulher como mãe.

A participação da mulher na nossa sociedade modificou-se ao longo do tempo. Entretanto, a capacidade de gerar uma criança, devido a questões biológicas, é uma atribuição feminina. Contudo, a papel da mulher como mãe nem sempre foi o mesmo, apresentando padrões diferentes ao longo da história. Por esse motivo, resolvemos fazer um apanhado geral dos deveres das mulheres como mães ao longo da história.

Século XVII

Nessa época, o sentimento de família era inexistente e, consequentemente, o vínculo entre mães e filhos. Após o nascimento, as crianças eram entregues aos cuidados das amas, tendo pouco contado com as mães. Passado o período de cuidados pelas amas, as crianças eram integram ao mundo dos adultos, ajudando na manutenção das terras da família.

De acordo com os estudos de Moura e Araújo, a falta de proximidade entre as mães e os bebês era responsável pelo alto índice de mortalidade infantil. Naquela época, era praticamente um milagre que uma criança chegasse à vida adulta.

No final desse século, ocorreu uma alteração no papel da mulher como mãe. Porém, essa mudança não foi motivada por desenvolvimento de uma empatia entre a mãe e o bebê, mas sim pela necessidade da transmissão dos bens de cada família.

A mulher tinha o dever de garantir que os filhos atingissem a idade ideal para poder procriar. Por cumprirem o seu papel com êxito, era comum que as mães centralizassem os cuidados em um dos filhos, negligenciando o restante. Desse modo, ela garantiria o desenvolvimento pleno do escolhido e, consequentemente, a perpetuação da família.

Século XVIII

Nesse século, a atribuição dos cuidados dos filhos à mulher passou a ser bastante incentivada. Esse estímulo foi motivado por um discurso econômico no qual se destacava a importância do capital para um país. Com isso, começaram a falar sobre os problemas que a redução da população poderia trazer para um país.

Ao contrário do que acontecia no século XVII, a mulher passou a dedicar atenção total a todos os filhos. Ela era responsável pela transmissão não somente dos valores familiares, mas também desempenhava o papel de professora.

O modelo de mulher totalmente devotada aos filhos foi estabelecido pelos médicos e filósofos da época como o padrão feminino. Aquela que se afastasse desse arquétipo era considerada anormal e, por conseguinte, portadora de alguma patologia grave.

Século XIX

Nessa época, com o advento da Revolução Industrial, surgiram as primeiras discussões sobre o papel da mulher na sociedade. A falta de contingente para operar as máquinas das fábricas fez com que as mulheres das classes populares fossem recrutadas para trabalhar nas indústrias. Assim, elas passaram a se dividir entre os cuidados com os filhos e as suas funções nas fábricas.

No entanto, o papel das mulheres das classes mais abastadas enquanto mães permaneceu inalterado. Elas continuam se dedicando exclusivamente à criação dos filhos. O papel de mãe de dona de casa era visto como a representação da identidade feminina.

As mulheres que deixavam os seus lares para trabalhar eram mal vistas pela sociedade. Isso porque, de acordo com a sociedade daquela época, a mulher que desempenhava o papel de mãe e funcionária de uma fábrica representava uma ameaça à unidade familiar.

Século XX em diante

O século XX trouxe muitas mudanças para a vida das mulheres, inclusive à mudança no papel da mulher como mãe. A maternidade não é mais vista como o único meio de realização feminina. Com isso, surgiu o conflito com as visões tradicionais dos deveres da mulher como mãe.

Embora a mulher esteja totalmente integrada ao mercado de trabalho, ainda é difícil conciliar uma carreira profissional com o papel de mãe. Isso acontece porque ainda existe a ênfase nas teorias psicanalíticas que colocam a mãe como única responsável pela formação psíquica da criança. Por isso, muitas mulheres abrem mão de suas carreiras profissionais para cuidar dos filhos.

Os motivos apresentados acima também são responsáveis pela exigência de uma participação maior do pai no processo de criação dos filhos. Uma vez que os homens adotam uma posição mais ativa no cuidado das crianças, a mulher não fica tão sobrecarregada pelos deveres como mãe e profissional.

Outro aspecto que mudou foi a relação entre a mulher e o bebê. Ao contrário do que ocorria nos séculos anteriores, o vínculo entre mãe e filho ocorre ainda na gestação. Essa ligação se estabelece através da visualização do bebê por meio da ultrassonografia, escolha do enxoval e dos objetos do quarto da criança.

Assim, sabendo que o papel da mulher na sociedade foi modificado, é importante que todos compreendam que os deveres da mulher enquanto mãe também mudaram. As formas de realização feminina não se restringem somente a maternidade. Os desejos da mulher também estão ligados ao atingimento de uma posição de desta que no mundo corporativo, algo que não atrapalha vínculo dela com os filhos.

Se você gostou desse conteúdo, deixe o seu comentário e compartilhe-o em suas redes sociais com os seus amigos!

Créditos: www.mae.blog.br

Comentários via Facebook
Lincoln Portz
Lincoln Portz
Meu nome é Lincoln Portz, criador do Alfa Blog, tenho 30 anos e trabalho na área de T.I. Sou viciado em informação e adoro compartilhar idéias, consigo unir o útil ao agradável no meu trabalho. Procuro me atualizar sempre que possível sobre o mundo tecnológico.

Posts relacionados

Comentários via Alfa Blog

Receber notificações de:
avatar
wpDiscuz